Arquivo da tag: mosaico carioca

fundo4

Os benefícios das abelhas sem ferrão para o meio ambiente

Oitenta e oito por cento das plantas dependem de animais que façam a polinização. Entre os agentes naturais, as abelhas nativas (meliponas ou sem ferrão) são as principais polinizadoras.

 As meliponas, por exemplo, assumem um papel muito importante diante dessa situação já que se alimentam do pólen e néctar oferecidos pelas flores. Durante os voos, as abelhas, em um processo natural, realizam a polinização – transferência de um pólen de uma flor feminina para uma masculina – fundamental para a produção de sementes e frutos que garantem o desenvolvimento e sobrevivência da vegetação. A polinização cruzada é a mais importante para manter a variabilidade da vegetação.

A abelha nativa (melipona) tem um hábito diversificado de coleta de pólen. Ela obtém o material de várias espécies, consegue polinizar um número diversificado de flores e manter a biodiversidade do lugar onde está se alimentando.

O Estado do Rio de Janeiro criou um projeto chamado Mosaico Carioca, que tem como objetivo principal gerir de forma integrada os parque municipais, estaduais e federais através de um corredor verde. Essa ação envolve o plantio de espécies de arborização, reflorestamento e também a introdução de abelhas nativas.

Mapa CaracterizacaoPara ganhar forças, o projeto formou uma parceria com a Associação de Meliponicultores do Estado do Rio de Janeiro (AME-RIO) que introduziu colônias de jataís, iraís e mandançais – todas abelhas sem ferrão – em alguns corredores verdes. Além da essência da parceria em aumentar o número de polinizadores naturais nos parques para a conservação da Mata Atlântica, a ação também visa a multiplicação do conhecimento sobre as abelhas nativas para o desenvolvimento da educação ambiental à população. Alertando e conscientizando a sociedade sobre o desmatamento e as queimadas que prejudicam centenas de enxame de melíponas.

Foto | AME-RIO
Foto | AME-RIO

Entre beija flores, morcegos e outros polinizadores, as abelhas são consideradas as mais eficientes para a conservação do ecossistema.

Em contra partida elas dependem de flores para viver e comer, dependem de árvores para morar. Ou seja, para que os meliponíneos, nome científico das abelhas sem ferrão, sobrevivam e perpetuem a espécie é de extrema importância que as florestas estejam em pé. No Brasil, onde a Mata Atlântica – por exemplo – foi reduzida para oito por cento da formação original, as abelhas estão extremamente pressionadas.

Projetos como o Mosaico Carioca, do Rio de Janeiro, inspiram e trazem de volta a esperança da reintrodução dessas espécies nas nossas matas, no qual foram disseminada pelo desmatamento e introdução de uma abelha exótica dominante. Além disso, não dá para descartar a influência positiva da polinização natural na agricultura quanto ao beneficiamento da saúde do alimento e controle de pragas.

É através da educação ambiental, políticas públicas e divulgação da informação que as pessoas vão conhecer melhor a história do nosso país e buscar alternativas para reverter a situação atual de degradação dos biomas brasileiros.