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Blog Guapuruvu é premiado com matéria sobre RPPN

Durante uma semana o Blog Guapuruvu acompanhou as palestras da Semana Abril de Jornalismo Ambiental, promovida pela equipe do Planeta Sustentável, na Editora Abril.

Cada participante do evento desenvolveu uma pauta sobre a temática ambiental e saiu a campo para produção. As melhores matérias foram selecionadas e nove jovens premiados com um workshop do fotógrafo Luciano Candisani na Reserva Legado da Águas, em Juquiá.

Assista ao vídeo, que foi premiado pelo Planeta Sustentável, produzido pela editora do Blog Guapuruvu, Isabela Rangel, sobre as Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Vale lembrar que é uma matéria independente.

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Projetos que podem mudar o futuro da Mata Atlântica

Nesta terça, 27 de maio, comemorou-se o dia da Mata Atlântica – A floresta que é considerada uma das mais exuberantes do mundo e rica pela biodiversidade de fauna e flora. Entretanto, o crescimento populacional e o avanço econômico derrubaram suas árvores e construiram indústrias, aterraram os rios e se fizeram avenidas e mais de 3 mil municípios crescem ao seu redor sem a preocupação com o lixo, o tratamento da água e a constituição de corredores ecológicos que permitiriam a preservação de várias espécies de animais.

A Fundação SOS Mata Atlântica e o INPE divulgaram novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais e o resultado é que, infelizmente, a taxa desmatamento aumentou 9% em comparação ao período anterior. O Brasil perdeu 24 mil campos de futebol do bioma mais ameaçado do país. Essa data é importante para a conscientização de que o país precisa barrar o desmatamento e pensar em planos de desenvolvimento sustentado a partir da preservação dos recursos naturais.

Por isso, neste post há exemplos a serem seguidos. Selecionamos importantes projetos de conservação de animais endêmicos da Mata Atlântica, os resultados de cada um deles e os desafios diante do crescimento descontrolado característico de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Mico-leão-dourado – Leontopithecus rosalia

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Status: Em perigo (risco muito elevado de extinção)

Característica: É um primata que só ocorre na Mata Atlântica de baixada costeira do Estado do Rio de Janeiro. Um indivíduo adulto pesa em média 550 a 600 gramas e mede cerca de 600 mm da cabeça até a ponta da cauda. Vive em grupos familiares com uma média de 6 micos por grupo, podendo variar de 2 a 14 indivíduos.  (OLIVEIRA; KIERULFF, 2008)

Projeto de Conservação: Associação Mico-Leão-Dourado

O projeto desenvolve o trabalho na Reserva Biológica Poço das Antas com o objetivo de estabelecer uma população viável de 2000 micos-leões-dourados vivendo livres em um espaço de 25000ha de florestas protegidas até o ano de 2025, assim o animal se salva da ameaça de extinção. Além da proteção da espécie o projeto luta contra a fragmentação da florestas. Cientistas, biólogos, organizações públicas e privadas e proprietários de RPPNs fazem parte desse exemplo de programa que conseguiu alterar a categoria de ameaça da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) passando de criticamente ameaçado para em perigo de extinção.

Onça-pintada – Panthera onca

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Status: Vulnerável (risco elevado de extinção)

Característica: A onça-pintada é o maior felino do continente americano. Seu peso varia entre 35 e 130 kg e geralmente, os machos são mais pesados que as fêmeas. O seu comprimento total pode variar de 1,7 a 2,4 metros, e sua cauda é responsável por 52 a 66 cm do seu tamanho corporal (Seymour, 1989). No Brasil se encontra na Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal.

Projeto: Carnívoros do Iguaçu

O Parque Nacional do Iguaçu – localizado no Paraná – desenvolve pesquisa com todos os carnívoros da Mata Atlântica, endêmicos da região.  Porém o foco do estudo é na conservação da onça-pintada. Estima-se que apenas 18 indivíduos da espécie ainda habitam o parque, que já foi considerado um santuário desse felino. O projeto faz o monitoramento da população regional das onças e trabalha com educação ambiental explicando a importância do animal para o controle da biodiversidade do parque, já que a onça é responsável pelo equilíbrio da população dos animais na cadeia alimentar. Hoje o animal sofre uma ameaça ainda maior com a construção da Hidrelétrica de Baixo Iguaçu e com a reabertura da Estrada do Colono – localizada no meio do Parque.

Papagaio-da-cara-roxa – Amazona brasiliensis

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Status: Vulnerável (risco elevado de extinção)

Características: É um papagaio que mede pouco mais de 35 cm, de coloração quase toda verde, tendo, a fronte e o loro vermelhos, a garganta roxa e os lados da cabeça de cor azul intensa. As margens das asas são vermelhas e as coberteiras são marginadas de amarelo. A cauda, multicolorida, tem penas centrais verdes brilhantes, com as pontas amareladas; as penas laterais alternam bandas verde-azuis, vermelhas e amarelas. A sua alimentação é composta de frutos de mais de 60 espécies de vegetais encontrados na Mata Atlântica. (SCHERER-NETO; STRAUBE, 2008).

Projeto: SPVS – Sistema de Pesquisa em Vida Silvestre

O projeto realiza o monitoramento de ninhos em matas conservadas localizadas em ilhas do litoral norte do Paraná. Pesquisadores e biólogos também desenvolveram ninhos artificiais para garantia de segurança no período de gestação dessas aves. Nos 16 anos de projeto foram registrados 872 nascimentos de filhos e o sucesso reprodutivo de 520 papagaios-da-cara-roxa, ou seja, filhotes que se desenvolveram no ninho e alçaram vôo. A fragmentação das florestas e a caça ilegal dessa ave são os principais motivos pela a classificação atual de ameaça de extinção.

Mico-leão-preto – Leontopithecus chrysopygus

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Status: Criticamente em perigo (risco extremamente elevado de extinção)

Características: É considerado uma das espécies mais raras, endêmico da Mata Atlântica do interior do Estado de São Paulo. São excelentes predadores, capturando aves e pequenos vertebrados. Para sobreviverem eles necessitam de áreas que vão de 40 a 270 ha, com uma média de 138 ha. O deslocamento é a atividade que predomina, seguido pela alimentação. Os macacos dessa espécie pesam cerca de 600 gramas e atinge a maturidade aos 18 meses.

Projeto: Conservação do Mico-Leão-Preto pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE)

Desde 1984, pesquisadores co-fundadores do Instituto trabalham para a conservação do mico-leão-preto na região do Pontal do Paranapanema. O programa  também envolve toda a conservação do ecossistema em que eles ocorrem. A ideia é utilizar a espécie como um símbolo ou “guarda-chuva” para a preservação de áreas florestais prioritárias. O objetivo é recuperar áreas degradadas e criar corredores que conectem os fragmentos de matas onde famílias de micos se encontram isoladas.